quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Dona Leda

Ninguém entende o meu amor por você,
Nas tardes, nas madrugadas, nos dias além.
Tentam separar, tentam mudar,
Você e eu somos adição elevados à potência do bem,
Mas ninguém entende.

Nosso amor muitas vezes não é possível,
Contudo eu faço a situação,
Já separaram uma, duas, três, quatro,
E eu vou sempre estar com você,
Mas ninguém entende.

Inquisitor, entenda,
Eu e ela somos um só nos dias de Sol,
Somos unidade nos dias de Lua,
Somos a paz, a criatividade, a paixão, a loucura,
A vida, a tristeza e a cura.

Eu te amo e ninguém entende.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dois Patinhos

Cansado de escrever textos onde sempre começo "eu não sei ao certo..."; "não tenho certeza"; afinal de contas hoje completo 22 anos de idade, e será que eu não tenho certeza do que eu sou, ou já fiz e aprendi? Claro que sim!

Já chorei, e fiz pessoas chorarem, mesmo algumas que não mereciam, todavia hoje faço o possível para não magoar ninguém! Amei, fui amado e desprezei amor dos outros, a vida é feita de escolhas, e infelizmente, nem todas podem ser boas para todos.

Já tive amigos que se foram com a distância, amigos que não estão juntos pela distância, amigos que se foram com a distância de objetivos, e hoje tenho amigos valiosos, daqueles que me orgulho de abraça e beijar, dizer te amo, e os considerar como irmãos, agradeço o poder de saber quem é ou não é meu amigo.

Tive amores de verdade, dos anos ao lado, das promessas quebradas; tive amores nunca beijados, mas muito amados, em um parecer de amor eterno que até hoje não tenho conclusão. Não espero, vivo e amo. A cada esquina, a cada volta, a cada pôr do Sol.

Sei onde posso ir, tenho discernimento do que é certo e errado, e muitas vezes sei que estou fazendo o errado, entretanto o escolher compete à mim, e o que será melhor à mim. 

Vivo e faço das minhas experiências grandes bases da  construção de um novo ser a cada dia. Sei de minhas qualidades e defeitos, e admiro os amigos que conseguem estar comigo cientes de tudo isso, que eu erro, vou errar, mas também acerto!

Nestes anos que me restam desta linha natural do viver, eu agradeço às pessoas que estão comigo, desde os dias da lama até o caminho para a distância de uma vida ideal.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Data Certa

Ele sabe que ela é especial...

"Agente vive nossas vidas do jeito que tem que ser, vai vivendo...". Ele dizia sabendo que aquele momento talvez não fosse o seu momento, apesar de serem planos para sua vida. "...se você naõ tiver com ninguém aos 27 anos, nem eu, agente marca um lugar agora que agente vai se encontrar daqui a estes seis anos...tipo na pirâmide do Louvre, na factory do Andy Warhol"


Consigo ainda arrancar sentimentos e palavras de aprovação quanto ao plano. E como se não estivesse em uma situação ótima, com extremo contentamento, ela me mostra como os astros conspiram à favor, "olha a descrição da combinação: Atração total entre estes dois signos cardinais -de mesmo modo, portanto-, que estão interessados em movimentar-se e agir no mundo. Capricórnio quer realizar no plano concreto o que Áries intui e com o que se satisfaz no plano do espírito. Isso pode causar tensões e dinamizar a relação, a qual poderá se aprofundar e crescer. Os dois sabem ser românticos e leais. A segurança emocional que os dois signos encontram um no outro é um desses mistérios da alquimia astrológica."


Como em um romance moderno traçariam planos e datas, para que no fim das contas um lugar, data e horário fossem escolhidos, onde daqui a seis anos tudo desse certo. A soma dos aniversários formou a data: 29 de Abril de 2016. A hora fora escolhida devido a sermos grandes apreciadores das noites quentes de Belém, 23 horas, horário das tantas farras já presenciadas, e o local foi a frente de um antigo casarão, onde noites aos montes foram passadas ali, acordados, bebendo, rindo, vivendo acima de tudo.


E assim ficou acordado, que daqui a seis anos, vamos nos reencontrar, e a partir daí uma nova fase será iniciada. E 2012 que se exploda sozinho, pois eu ainda quero viver!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Até A Próxima

Ao fim de tudo, o todo não é explicado apenas pelas partes que o envolvem. Existe uma complexidade indivisível, onde nem mesmo os envolvidos conseguem entender o que os leva até ali. O livre arbítrio é um primeira passo, entretanto, não sei se justifica o todo.

A vontade escancarada e o prazer inegável fazem disto tudo algo sem arrependimento. Passível a momentos únicos e bem resolvidos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

In & Out

Já os sinto agudos.
Pontudos, cansados, fatigados.


Já o amor que tinha em mim, não existe mais.
Velho, descrente, imutável.


Rostos. Sempre os mesmo rostos.
Klezmer na sala comunal.


 - Nasdrovia!


A incontrolável vontade de esvair. 
Não vislumbrar você.


Velhas coisas de antigamente.


De um gole bebo toda sua leviandade.
Um trago para uma nova vida.


E todos ainda no mesmo antigo e velho lugar.
Mas, ao soltar a fumaça e após limpar os lábios de vinho...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Síntese Do Sóbrio Adeus

"Compreenda que o veneno que mora em minhas glândulas, transformando minha língua em víbora cruel é o simples motivo pelo o qual tento evitar lhe olhar, neste estado mal tratado, em trapos, por teimosia e orgulho de quem precisa errar, mas que ao menos a luz que lhe caí neste momento, sirva para indicar e não ofuscar cada vez mais."

"Não acredito que esteja errado ou sequer esteja em trapos, pois como um bezerro desgarrado, eu saí, assumo, contudo volto não com cicatrizes procurando ajuda, abrigo, com o rabo torcido e enfiando entre minhas patas, ao contrário, minha crista se eleva como um galo macho, assumindo nome de Michalick, viro pavão rei ao atravessar a soleira em sua direção, apenas para mostrar que as marcas que hoje me completam não são cicatrizes dolorosas, e sim espólio de guerra"


"Heresias de quem está entorpecido, só podendo estar com o demônio no corpo, um espírito obsessor; ou sobre influência deste cânhamo que consume achando que vai acreditar no caminho encontrado em meio ao caos dos sentidos perdidos."


"Compreenda agora você, querido e estimado ente, não estou perdido em minha sinestesia aparente, o que vai sempre nos separar é que nunca vais conseguir observar, quiça experimentar, o estado de elevação que a sobriedade nunca irá lhe dar, aparando arestar grossas demais, podando a experiência, é necessário se enebriar de aromas, cheiros, gostos, sons, que lhe tirem da sobriedade pois ela limita"


(...)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Verde, amarelo e vermelho.

Verde esperança, siga, continue, pode ir, "vai, atravessa", segura na minha mão, olhe para os dois lados, fique na faixa, não desvie, atenção, cuidado!

No meio dos carros, retrovisores, olhos cansados, pouca paciência, surgem os malabares de fogo, os rodopios uruguaios, o capitalismo alheio, e a bela coisa que põe fé no mundo, mesmo nos momentos de mais escuridão e solidão.

"Eu faço isso pela Arte"


O amarelo dinheiro, riqueza, ódio, ganância, fim de tudo, começo de problemas, se altera, muda de cor, faz do básico pigmento, um passeio matemático de 180 graus, para que no fim desta metamorfose ele se torne amor, paixão, cumplicidade, parceria, um doar sem interesse, por puro sentimento, por pura verdade, por pura vida vermelha.

O último, por cima de todos.