quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

De Dentro

Faz parte fazer arte.
Da tristeza um bom samba de amor.
Do grande vácuo,
O movimento sinfônico do silêncio.

A folha virgem,
Branca, alva e muda.
A caneta canalha,
Marca, fura e arranha.

Jaz a tela branca,
A cada golpe roxo do vermelho.
Com os beijos suavemente amarelos,
Jaz a tela branca preta de luto.

E na caixa de ressonância torácica,
O poeta molda o coração com argila.

2 comentários:

Paulinho Tamer disse...

Meu amigo, é por isso que eu lhe admiro. A elegância dos escolásticos com a simplicidade dos modernistas.

Continue.

Raíssa disse...

se a caneta é canalha, então o lápis é gente boa?
brincadeira. gostei.