terça-feira, 19 de abril de 2011

Trajeto

Acordei daquela sesta vespertina com o familiar sentimento que algo no meu peito entrava em desritmia. Os suores do entardecer corriam minha testa, lateralmente meu rosto chegando ao pescoço, a lombar já se mesclava ao lençol. Os olhos neste momento já perscrutavam o teto em busca de uma resposta que eles não seriam capaz de encontrar, mas o coração calado necessita de resposta. Um copo d'água, uma dose de lembranças doces e um passado, como posso dizer, meio amargo inacabado, ao menos em meu peito. Trocando de roupa lembro o quanto ela é o que eu sempre quis, o estilo, as cores, os risos e música em sua pele. Vou até a sala lembrar das conversas, das bobagens, daquilo que faziam os momentos eternos. Peguei o carro confundindo o caminho, errando os sinais, as músicas no rádio faziam minha atenção ir de encontro à Lua, a única certeza que eu tinha no meu coração; enquanto ela sorrisse no céu eu ainda sonharia astronauta, enquanto eu não chegasse ao Sol, eu seria seu, sempre Lua, a mais bela.

2 comentários:

Blog da Carlinha M. disse...

Li seu texto e visualizei tudo.. Muito legal.. =})

Raíssa disse...

gostei desse texto. tb fiz um trajeto parecido ontem. engraçado que lendo aqui, tudo parece lindo e poético. mas a verdade é que dói o coração, como a dor se torna bonita no papel. é incrível.