sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cliente

Estranho como nos acostumamos com certos eventos e pessoas na nossa vida, por mais que eles nem façam tanta parte de nosso cotidiano. O garçom do bar que sempre nos atende, o porteiro da madrugada que é sempre acordado por algum bêbado maluco (hummm?!), os bêbados malucos que sempre encontramos nos mesmos bares do garçom queridos, até a vendedora da loja que você sempre compra suas roupas.

Hoje por exemplo fui ao shopping, feliz, contente e saltitante, pronto para entra na loja que sempre compro, com a mesma bela vendedora que me atende há tempos. Ela me chama pelo apelido, sabe meu gosto, escolhe junto comigo minhas roupas e nunca me enrolou querendo me vender o mais caro só porque quer a comissão.

Passo a primeira vez em frente a loja, normalmente só entro quando a vejo, e desta vez não a vi. Disfarcei. Entrei em outra loja, dei um tempo e passei novamente olhando, não a vi. E agora?. Fiquei triste, preocupado, não teria mais a mesma graça comprar roupas ali. Juro que dei três voltas no shopping acreditando que ela poderia ter sido contratada por outra loja, mas nada. Ela tinha sumido. Pensei então que ela poderia estar de intervalo, dei mais um tempo, que seria o suficiente para ela voltar, e retornei a frente da loja....NADA! Ela não estava lá.

Andei em direção a saída, triste e juro por tudo que é mais sagrado que meus olhos ficaram marejados, não podia acreditar, onde ela teria ido. Demitida, transferida, o que meu Deus?! Fui a casa de um amigo e contei meu infortúnio e desventura, ele disse que era besteira que ela podia ter saído e voltaria depois, papo de amigo que quer consolar. Acreditei nele e dei mais uma chance. Voltei ao shopping, passei em frente a loja, mas desta vez iria entrar e conferir pessoalmente. Realidade. Ela não estava mais lá.

E agora? O que fazer? Entendi que teria de comprar e me acostumar com a nova vendedora, que não tinha metade do charme e do carisma da Ione, este é o nome dela. Não sei se a grafia é esta, contudo, isto pouco importa. Fui direto ao que queria, escolhi a camiseta, ela me ofereceu uma bermuda, como quem faz com obrigação, não era o mesmo, ela nunca seria minha vendedora. Escolhi uma bermuda aleatória, ela não sabia meu gosto, não podia me dar palpites com a Ione fazia. 

Eu não experimento roupas, fui logo ao pagamento, lá encontrei a gerente, que pode até não saber meu nome, porém com certeza me conhece como cliente fiel da Ione. Fui pagar e perguntei se a Ione tinha sido mandada embora ou algo assim, ela abriu um pequeno sorriso e disse que não, que ela apenas estava doente e estaria de volta amanhã. Minha vontade foi guardar tudo e voltar só amanhã, para comprar com ela, mas eu já estava ali, enfim. A nova moça me levou até a porta e disse que da outra vez era para eu voltar com ela, porém me desculpe, a minha vendedora é a Ione, linda sorridente, belos cabelos negros, voz maravilhosa e me atende como ninguém.

Não há de ser para sempre, mas eu não consigo imaginar fazer mais um dia de compras ali sem ela ao meu lado, para me auxiliar e bater papo. Sem perguntar sobre minha vida e eu saber que não é papo de vendedor. Tão fiel quando o garçom do bar que freqüento é a vendedora da única loja que faço questão de comprar.

3 comentários:

Carolina Matos disse...

É... esse papo do garçom não podia ser mais verdadeiro... e das mesmas pessoas no bar também... Pena que ontem tu chegastes tão tarde...

=****

disse...

o mais engraçado é que vendedoras de loja de shoppin vem e vão, mas parece que sabias qual escolher.
Já ouço falar dessa moça ha um tempo e nem a conheço. Qualquer dia passo por lá e compro algo só pra saber quem é... ehiueheihe
te amo, vai no meu blog e olha meus favoritos =D

disse...

fui na tal loja hoje, sim é claro que sei qual é...
não perguntei pela vendedora, mas procurei pela tua descrição, não encontrei. =/
uma pena

to com saudade... te amo