I
Na pele
Hoje confesso, quando olho, quero boca.
Quando boca, as vezes seca, outras sorrindo,
Algumas úmida, quero olhos.
Antes da pele fui papel, antes do papel foi encontro,
paralelas paradas sem nome que se cruzaram se olharam
foram olhos antes de ser boca.
Naquela noite meus sentidos inverteram,
Queriam provar com os olhos, aprender com a boca,
Quando achei que se perderam,
Na verdade era caminho.
Hera que subia nas paredes do peito,
Veneno de cura
longe da culpa
perto da lua
buscando ser tua
na ideia que julguei mútua.
II
Ansiedade de quem é terra e não sabe ficar sem chão.
O medo pertence ao futuro e por isso não o tenho.
Meu futuro é presente que queima.
TERRA
A única possibilidade que é lema,
É o leme que guia a certeza desse tema.
Não perderei sua amizade.
O conhecimento trás verdade,
Permite viver em liberdade.
Baphomet
Prometeu
Anjos caídos
FOGO
Me liberto quando amo o que existe.
Escrevo porque não cabe mais em mim,
Não tenho vergonha, não tenho medo,
Tenho pele que rasga,
Tenho carne que dilata,
Tenho ansiedade que quase mata.
Não na expectativa da tentativa febril
Mas na vontade que exala e só agora fala.
O amor é segurança
É confiança
É presente é pavil
É de paz é sutil
Genuíno canino tanino
Confiável
Afável
Inefável
III
Ângulos
45 graus
Vértices
É parte inteira
São três
São um
Equiláteros
Isósceles
Escalenos
Tríades
Tripés
Tríplice
Plásticos
Históricos
Sonoros
Visuais
Educacionas
Musicais
Propostas
Fritações
Nuances
Carinho
Verdade
Genuíno
Somos todos
Só troca
Sem troco
Existe vontade
Sem obrigação
Existe verdade
Como solução
Como solução
Como soluços
Como soluções
Engulo
Um, Um, Um
Três
Um, Um, Um
Não é de sim
ou de não
É de verdade.
terça-feira, 27 de março de 2018
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Caí
Com as mãos no chão olhei para cima sem ainda entender o que havia acontecido.
Sentei, olhei passar a vida e precisei levantar ainda sem forças.
O caos, o dinheiro, as angústia e dificuldades da vida com prédios altos e esmagadores.
A cidade, a poluição, as ruas cinzas e apáticas.
É preciso fazer dinheiro.
É preciso fazer dinheiro e ser feliz, mas dinheiro não traz felicidade.
É difícil fazer dinheiro e ser feliz.
Levanto ainda sem forças, não sei nem se quero reagir, na verdade to pensando apenas em seguir.
Seguir como sempre fiz, calado, absorvendo o aprendizado lentamente.
Pensando minuciosamente, querendo desistir, mas sabendo que essa é a única não-opção.
Primavera e enfim verão.
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Pernada
Corpos marchando sonolentos com
cérebros vazios e ainda melancólicos sob a bruma matinal de inverno
após uma semana de chuva.
A desolação dos passos do ganha pão em pensamentos
nostálgicos sobre ser feliz.
Esquinas silenciosas perfumadas por tabaco cancerígeno e cafés apressados que
queimam a línguas e mancham ternos.
Anjos com cara de palhaços sobrevoam as almas perdidas da
grande avenida em busca de qualquer atenção.
Grupos de Hare Krishnas desacreditados acendem seus cigarros em busca do uno primordial.
Estudantes lascivos sentam-se
nas grandes escadas para flertar e matar aula.
Jovens de cabelos lisos e sorrisos brancos falam ao mesmo tempo
e sobre nada.
Correndo e fugindo apresso o passo desviando de gravatas e 'happy hours' mentirosos
com colegas da repartição que você aprende a tolerar e a mentir sem pensar.
Digito a senha como o prisioneiro que conhece
o código da própria jaula na cidade e após
quatro lances de escada para o mais próximo
do paraíso nos dias longos e cinzas e impessoais.
O imaculado sagrado apartamento com um altar de paz e refúgio
onde as energias são recarregadas a fé na humanidade é momentaneamente deixada de lado
para reconhecer o cheiro e as cores a fumaça e a poeira.
Enfim em casa.
cérebros vazios e ainda melancólicos sob a bruma matinal de inverno
após uma semana de chuva.
A desolação dos passos do ganha pão em pensamentos
nostálgicos sobre ser feliz.
Esquinas silenciosas perfumadas por tabaco cancerígeno e cafés apressados que
queimam a línguas e mancham ternos.
Anjos com cara de palhaços sobrevoam as almas perdidas da
grande avenida em busca de qualquer atenção.
Grupos de Hare Krishnas desacreditados acendem seus cigarros em busca do uno primordial.
Estudantes lascivos sentam-se
nas grandes escadas para flertar e matar aula.
Jovens de cabelos lisos e sorrisos brancos falam ao mesmo tempo
e sobre nada.
Correndo e fugindo apresso o passo desviando de gravatas e 'happy hours' mentirosos
com colegas da repartição que você aprende a tolerar e a mentir sem pensar.
Digito a senha como o prisioneiro que conhece
o código da própria jaula na cidade e após
quatro lances de escada para o mais próximo
do paraíso nos dias longos e cinzas e impessoais.
O imaculado sagrado apartamento com um altar de paz e refúgio
onde as energias são recarregadas a fé na humanidade é momentaneamente deixada de lado
para reconhecer o cheiro e as cores a fumaça e a poeira.
Enfim em casa.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Naquela Grama
Com a visão de árvores rendadas,
Vitrais de galhos e folhas,
Não fui nem passado nem futuro,
Era ali o presente,
A paz do existir apenas no agora.
Esvaziei-me de pensamentos e de sensações,
Fui apenas uma consciência ou até minha própria ausência.
Não obtive nem perguntas tão pouco respostas.
Fui paz e serenidade,
Fui natureza,
Eu fui apenas o instante.
quinta-feira, 23 de março de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
Seguindo
A ansiedade dos anos que se passam de um tempo que nunca é presente nem futuro,
A cor da idade cinzenta, dos anseios que surgem,
Digo enfim:
- Segue teu coração.
A cor da idade cinzenta, dos anseios que surgem,
Digo enfim:
- Segue teu coração.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Na Varanda
Contei desde a primeira vez,
Eu duvidei, sem nem saber falei de tudo que não sei,
E das coisas que esqueci em você.
Eu duvidei, sem nem saber falei de tudo que não sei,
E das coisas que esqueci em você.
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