Naquela tarde,
No calor daquele quarto fechado,
No vapor que os corpos exalam,
No cheiro que o sexo emana,
Eu olhei nos seus olhos e vi a eternidade.
Nos corpos deitados,
Nos sonhos contados,
Queimei minha língua e navios,
Fiz do distante necessidade,
Do futuro uma vontade,
Do presente um anseio.
Nos teus olhos minha paz,
No teu ventre minha casa.
Teu quarto meu refúgio,
Tua cama minha toca.
Enfim quando acordei, não foi sonho.
Você estava ali,
Olhos, bocas, ventre, dedos, corpo,
Amor, voz, sonhos, presente e futuro.
Enfim quando acordei,
Eu disse te amo.
sexta-feira, 9 de março de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Crente
Não compreendi a distância como dor.
Me amarrei às raízes das declarações sinceras,
Após o coito apaixonado.
Na nova separação,
A distância me deixou com medo.
Me vi sozinho com meus fantasmas,
Assombrado pela insegurança.
A distância não me fez desistir,
Ela me fez voltar a acreditar no amor.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Ausência
Já não tenho medo das saudades.
Já até assimilei a distância, vislumbrando futuros encontros.
Mas o que os olhos não vêem, o coração não sente, mas a mente dilacera.
E nos dias em que não te toco, não sinto paz em meu coração.
Já até assimilei a distância, vislumbrando futuros encontros.
Mas o que os olhos não vêem, o coração não sente, mas a mente dilacera.
E nos dias em que não te toco, não sinto paz em meu coração.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Lamento
A poesia morre se não sofrer.
É necessário fingir uma dor, uma saudade,
para este amor se manifestar em arte.
para este amor se manifestar em arte.
A alegria não tem vocação para belas artes, enquanto a tristeza promove os mais belos saraus da vida.
Mesmo na página em branco te amo ante tanta letra.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Banhos e Banquetes
Amarraram os pés dos meus pensamentos no tronco daquela misteriosa árvore.
Quando acordei com os pés presos, eles já não tinham amarras, e meus pensamentos já haviam subido ao galho mais alto.
Minhas mãos já conheciam o caminho. Dois oceanos em seu rosto, duas montanhas em seu colo, constelações e flores no abdômen até o desaguar no seu ventre.
Decidi então mapear com minhas mãos e agora de olhos fechados sinto seu cheiro e perfeitamente descrevo seu corpo.
Decidi que iria me entorpecer de você. Enebriar até os poros entupirem. Até sentir minhas mãos grossas e meus pés dormentes.
Me afogar em você.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Simplesmente Amor
Eu achei o amor que estava perdido em mim. O amor que não tem subclassificação, foi amor, de verão, de natal, de sonhos. Cada memória, lembrança e cheiro que você deixou, serão em mim marcas da nova pessoa que eu me tornei.
Pela primeira vez em dias pensei em mim. Havia esquecido de mim, do mundo lá fora. Havia perdido o contato com o chão. Deixei de ser individual, rompi com as barreiras do meu eu. Me uni cegamente ao amor, como só os amores que valem a pena conseguem fazer. Deixei de me ver, perdi meu nome e minha carne, e me transformei, naqueles dias, em algo maior que eu.
Quando estive com você tudo o que existia era a necessidade de mais. Dias, beijos, palavras, abraços. Quando estive com você, me senti pleno. Você apaziguou a minha vontade, cessou a dor de existir. Com você escrevi a receita mais simples de amor.
Sonho e como. Sonhos. Queijo. Pão. Mortadela. Morango. Leite. Alpino. Ovomaltine. Bis. Franguinho. Cebola. Bis. Suco. Uva. Coca. Pepsi. Guarana. Pão na chapa. Nescau. Leite fermetado. Supermercado. Padaria. Praia. Posto 9. Copacabana. Colombo. Ciúmes. Beijinhos. Nariz. PUC. Jardim Botânico. Cural. Pizza. Salagados. Lasanha. Bis. Universo. UP. Parallelo. Coberta. Cantinho. Banheiro. Sala. Cozinha. Morro. Armas. Fumo. Seda. Piercing. Desenhos. Corpo. Sabe o que eu quero? Suor. Beijos. Amor. Respeito. Doidices. Conversa. Risadas. Bom Dia. Novela. Sobremesa. Haagen Dazs. Milk Shake. Antiguidade. Bis. Copacabana. Leopoldo Miguez. 40. 307. Rio de Janeiro. Belém. Campinas. Mundo. Vício. Namoro. Um mês. Verdade. Saudade. Filmes. Sofá. Número Um. Sem Picles. Meu. Seu. Nosso.
E agora tudo o que sei é que é na Bahia de todos os santos, que eu pretendo me perder em você novamente.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Cantinho
Na primeira noite,
Apenas me deitei.
Mas já na primeira manhã,
Fui e te beijei.
Os amantes cresceram.
E nos dias que seguiram,
Algo vinha de mim,
Para dentro de você.
Sob uma camada xadrez,
Entre sonhos e realidades,
Nos despíamos da pouca sensatez.
E quando em nossos planos,
O mundo gritou verdades,
A saída foi nosso universo paralelo.
Apenas me deitei.
Mas já na primeira manhã,
Fui e te beijei.
Os amantes cresceram.
E nos dias que seguiram,
Algo vinha de mim,
Para dentro de você.
Sob uma camada xadrez,
Entre sonhos e realidades,
Nos despíamos da pouca sensatez.
E quando em nossos planos,
O mundo gritou verdades,
A saída foi nosso universo paralelo.
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